Operação Rei do Pix: empresa contratada por R$ 100 mil para hidratar poltronas nunca executou serviço, aponta MP

  • 03/06/2026
(Foto: Reprodução)
Investigação revela esquema de desvio de dinheiro e contratos fraudulentos em Catanduva O esquema investigado na Operação Rei do Pix, que apura o desvio de aproximadamente R$ 10 milhões da Câmara Municipal de Catanduva (SP), chegou a utilizar uma empresa de fachada, que recebeu R$ 100 mil pela hidratação de poltronas de couro, serviço que nunca foi executado, conforme aponta o Ministério Público (MP). Dois vereadores e três ex-vereadores foram presos durante a operação na terça-feira (2). A Justiça determinou o bloqueio de R$ 20 milhões em bens dos investigados. 📲 Participe do canal do g1 Rio Preto e Araçatuba no WhatsApp Segundo informações do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), ligado ao MP de São Paulo, o esquema utilizava empresas de fachada criadas exclusivamente para receber dinheiro público. Conforme os promotores, as empresas emitiam notas fiscais fraudulentas, recebiam pagamentos com recursos públicos e posteriormente repassavam entre 90% e 95% dos valores aos beneficiários do esquema. Promotores do Gaeco, com apoio da PM, realizam Operação Rei do Pix, na Câmara de Catanduva (SP) e em outros endereços nesta terça (2), em investigação contra lavagem de dinheiro e desvio de recursos Madelyne Boer/TV TEM Algumas delas foram abertas no mesmo dia em que receberam pagamentos do Legislativo. De acordo com o promotor Thomás Oliver Lamster, integrante do Gaeco, os CNPJs não tinham qualquer estrutura, como funcionários, nem histórico de outras atividades realizadas. Elas eram contratadas para atividades diversas, como papelaria, informática e até serviços de automóveis. Conforme apurado pela TV TEM, os alvos da operação em Catanduva (SP) são: Vereadores Marcos Aparecido Ferreira (PT) - conhecido como Marquinhos Ferreira, ex-presidente da Câmara (2023-2024) Carlos Alexandre Batista dos Santos (PP) - o Gordo do Restaurante Ex-vereadores Alan Figueiredo Marçal Maurício Gouvea Patrick Camelo Rolim César Assessores e empresários Diego Arthur Borges - secretário de Administração da Câmara Marcos Aparecido Ferreira Filho - filho de Marquinhos Ferreira e assessor da deputada estadual Beth Sahão (PT) Thayslan Vinícius Marcondes Garcia - ex-assessor de Marquinhos Ferreira Hallan Kleber Aparecido Debiazi - empresário e amigo de Diego Arthur Borges Pedro Henrique dos Santos Virgili - amigo de Marcos Aparecido Ferreira Filho Até a última atualização desta reportagem, permaneciam presos Marcos Aparecido Ferreira, Marcos Aparecido Ferreira Filho, Carlos Alexandre Batista dos Santos, Maurício Gouvea, Diego Arthur Borges e Pedro Henrique dos Santos Virgili. Defesa ressalta presunção de inocência O advogado Caio Marcelo Bastos Martani, que representa Alan Figueiredo Marçal, informou que a defesa ainda não teve acesso integral aos autos da investigação e, por isso, não se manifestará sobre o mérito das acusações neste momento. A nota ressalta a presunção de inocência e o direito ao contraditório e à ampla defesa. Procurados pela TV TEM, os advogados dos outros suspeitos também informaram que ainda não tiveram acesso aos autos. Assessor exonerado Em nota, a deputada estadual Beth Sahão informou que exonerou Marcos Aparecido Ferreira Filho do cargo que ocupava em seu gabinete nesta quarta-feira (3). A parlamentar afirmou que as acusações não têm relação com seu mandato e defendeu a apuração dos fatos e a responsabilização de eventuais culpados. Initial plugin text Bloqueio de bens Na Operação Rei do Pix, a 1ª Vara Criminal de Catanduva determinou ainda a indisponibilidade de R$ 20 milhões em bens dos investigados, conforme o grau de envolvimento atribuído a cada suspeito. Foram emitidos 10 mandados de prisão e 60 mandados de busca e apreensão. Durante a ação, promotores, policiais e fiscais da Receita Federal apreenderam R$ 200 mil em dinheiro, 16 veículos e mais de 50 dispositivos eletrônicos. A operação abrangeu endereços nos municípios de Adamantina, Bauru, Jaboticabal e São Paulo. As investigações também identificaram indícios de fraudes em processos licitatórios e contratações com valores superfaturados. De acordo com o Gaeco, alguns pagamentos direcionados aos integrantes da organização criminosa poderiam representar até 30% dos contratos firmados. Além dos supostos desvios, o Ministério Público apura a prática de lavagem de dinheiro. Conforme a investigação, mesmo após o período em que os recursos teriam sido desviados, os envolvidos continuaram realizando movimentações financeiras com o objetivo de ocultar e dissimular a origem ilícita dos valores. De acordo com o Ministério Público, o nome "Rei do Pix" faz referência ao apelido pelo qual um dos investigados era conhecido nos bastidores da Câmara de Catanduva, em razão da intensa movimentação financeira supostamente realizada com recursos públicos desviados. Veja mais notícias da região no g1 Rio Preto e Araçatuba VÍDEOS: confira as reportagens da TV TEM

FONTE: https://g1.globo.com/sp/sao-jose-do-rio-preto-aracatuba/noticia/2026/06/03/operacao-rei-do-pix-empresa-contratada-por-r-100-mil-para-hidratar-poltronas-nunca-executou-servico-aponta-mp.ghtml


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